ELES NÃO USAM BLACK-TIE, MAS TODOS NÓS USAMOS PAPEL HIGIÊNICO
Escrita em 1955, "Eles Não Usam Black-Tie" de Gianfracesco Guarnieri só não é mais atual porque em determinada cena o personagem Otávio menciona o dinheiro da época "cinco mil cruzeiros".
Escancarando a vida de quem mora nos morros do Rio de Janeiro, o texto fala abertamente da desigualdade social, da desilusão que nos leva à ilusão, da luta pelos direitos iguais e dos problemas causados pela industrialização.
O espetáculo foi encenado pela primeira vez em 1958, no Teatro de Arena, em São Paulo. Na ocasião, o autor fez o papel de Tião, o operário que trai a classe numa greve.
O espetáculo foi encenado pela primeira vez em 1958, no Teatro de Arena, em São Paulo. Na ocasião, o autor fez o papel de Tião, o operário que trai a classe numa greve.
Vinte e três anos depois, em 1981, o texto virou filme com a direção de Leon Hirszman e teve o próprio Gianfrancesco no papel de Otávio (pai de Tião). A atuação lhe rendeu o troféu APCA. Milton Gonçalves, que na primeira montagem atuou como Bráulio, teve o privilégio de interpretá-lo novamente no filme.
O conflito que alavanca a dramaticidade do texto de Gianfrancesco é a greve que Otávio organiza com os amigos da fábrica para a obtenção de melhores salários. Particularmente nunca fui a favor de certas manifestações. Reivindicar é preciso, porém, atrapalhar a vida de terceiros para obter algo é o cúmulo. Exemplo: Cansei de ver o fluxo da Avenida Paulista impedido por causa de reivindicações. Ambulâncias paradas e com doentes em estado grave, pessoas descendo de ônibus e muitas vezes andando a pé por não ter dinheiro pra complementar com a passagem de metrô (eu mesmo já passei por tal situação), e por aí vai.
O conflito que alavanca a dramaticidade do texto de Gianfrancesco é a greve que Otávio organiza com os amigos da fábrica para a obtenção de melhores salários. Particularmente nunca fui a favor de certas manifestações. Reivindicar é preciso, porém, atrapalhar a vida de terceiros para obter algo é o cúmulo. Exemplo: Cansei de ver o fluxo da Avenida Paulista impedido por causa de reivindicações. Ambulâncias paradas e com doentes em estado grave, pessoas descendo de ônibus e muitas vezes andando a pé por não ter dinheiro pra complementar com a passagem de metrô (eu mesmo já passei por tal situação), e por aí vai.
Todo o caus nos leva a um único objetivo: COMUNIDADE, uma comum unidade. Estamos num abraço único. É preciso pensar nas consequências. É extremamente necessário pensar no próximo.
Está aí o ponto que me fez torcer pelo personagem Tião. Final surpreendente. O momento em que todos nós nos despimos da aparência. E fica somente a vestimenta da alma.
ALEXANDRE NOVASKI
Se queremos mudar algo pra melhor o importente é saber que palavras não movem montanhas. Trabalho duro move montanhas!
ResponderExcluirGeralmente há nas empresas grupos sindicaliazados que por ter apoio do sindicato agem em prol da bagunça tentando mudar a cabeça de outras pessoas para gerarem greve e sem ao menos pensarem nas familias deste funcionários que poderá perder o emprego.
Acredito que se é preciso mudar algo, vamos fazer alguma coisa pra ajudar, mas ninguém quer ser o primeiro.
Todo o patrão sabe o valor que tem cada funcionário . Greve só causa desordem.
Pensar é fácil, agir é difícil, colocar seus pensamentos em ação é a coisa mais difícil do mundo.
Devemos agir como se fisessemos a diferença e faremos.
Cada um de nós sabemos oque queremos, nos cabe descidir oque é melhor , se não estiver bom então mude, oque espera ?